Me emocionei assistindo o Eduardo Galeano falar, pausada e brilhantemente, ele reforça que certas emoções não podem ser "letradas", que em tempos tão barulhentos e equivocados como os nossos, onde grandotes são comfundidos com grandiosos, o silêncio é um ouro de poucos, e conclui: "somos todos parte maravilha e parte lixo!"
Sermos compostos de metades, me lembra uma musica-poema que há anos também me fala a emoção, mesmo que hoje, questione a ultima estrofe, ela é linda:
Metade (Oswaldo Montenegro)
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
NADIA LOPES [10:46 AM]
Todas as formas do verbo AMAR:
infinitivo: amar
gerúndio: amando
particípio: amado
Presente do Indicativo
eu amo
tu amas
ele ama
nós amamos
vós amais
eles amam
Imperfeito do Indicativo
eu amava
tu amavas
ele amava
nós amávamos
vós amáveis
eles amavam
Perfeito do Indicativo
eu amei
tu amaste
ele amou
nós amamos
vós amastes
eles amaram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu amara
tu amaras
ele amara
nós amáramos
vós amáreis
eles amaram
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu amaria
tu amarias
ele amaria
nós amaríamos
vós amaríeis
eles amariam
Futuro do Presente do Indicativo
eu amarei
tu amarás
ele amará
nós amaremos
vós amareis
eles amarão
Como verbo, é bem fácil de conjugar!
NADIA LOPES [5:34 PM]
houve um tempo
que o poema
me vinha
como um suspiro
uma risada
fora de hora
o poema vinha
e me tirava dali
o poema me tirava pra dançar
não sei se foi o poema
ou foi o ritmo
ou fui eu
há tempos o poema
não vem me abraçar...
NADIA LOPES [3:36 PM]
As sem razões do amor
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga, nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Taí um perfil do amor, ao menos em parte, do jeito que eu acredito que amor seja...que encontro entre os recados enviados pela Anita, inspiração imediata!
Eu ando muito cansada ultimamente, de ouvir criticas ferozes ao amor : ora por que não é correspondido, retribuido, ora por que é sonegado, ora por que não brilha refletido nos olhares que buscam deseperadamente por seu reflexo...
Tenho vontade de gritar: hellooooooooooooow, se isso acontece é por que AMOR não há, por que amor não houve, e não é culpa do amor, tão caluniado.
È culpa de outros sentimentos gulosos e urgentes, culpa de carências e expectaitvas demasiadas que cultivamos por dentro, culpa nossa em ultima instância que esperamos um amor mágico e externo, que solucione as lacunas internas e a tudo resista.
"O amor é dado de graça" essa é a sua natureza, talvez sejam os tempos modernos e capitalistas que estimulem mais o amor próprio "bastante ou demais a mim", que o tenham tornado tão raro.
Como bem disse num mesa um psiquiatra amigo: "amor não requer reciprocidade", existe além dela, existe simplesmente, é uma espécie de talento, habilidade,
AMOR É SUPREMA DISPONIBILIDADE!
Todo o resto que se ouve, é desejo mal satisfeito, é paixão em transe, surto ou necessidade de revisitar dores mal curadas.
Amor não tem esse astral de "escambo" o amor se existe não será trocado ou medido, SERÀ!
NADIA LOPES [2:03 PM]
Não que eu seja bipolar, mas a sensação a flor-da-pele partiu do quase choro meio auto-piedoso, para uma euforia gostosa a flor-da-pele também, mas com energia, com gosto, com um brilho e um sorriso no olhar que o Zeca Baleiro acendeu em mim, durante o Show "O coração do Homem Bomba" e que me fez permanecer dançando por dentro...uma "deliciosidade" como bem diz minha amiga Kelly, a voz, a malemolência, o ritmo dele, eu que sou fã de carteirinha, saí ainda mais encantada...
Minha amiga Simone que ao meu lado no show, (como eu),cantou e dançou TODAS, disse sorridente ao final: "como é bom ter ídolo!"
Pela mágica da emoção, da bomba do bem detonada no Opinião, fomos duas adolescentes emocionadíssimas e assim continuamos no clima, uma sopa de capeleti no Van Gogh pra acabar a festa, que pra ser melhor só se o Zeca tivesse nos acompanhado noite adentro, o que aliás era a nossa vontade.. Salve Zeca!!!
NADIA LOPES [9:58 PM]
ando tão á flor-da-pele
qualquer beijo de novela
me faz chorar
quando a gente tenta
de toda maneira
dele se guardar
sentimento ilhado, morto, amordaçado
volta a incomodar....
NADIA LOPES [11:00 AM]
da minha janela
eu tenho essa janela
com venezianas
onde espio o mundo
por trás das minhas costelas
ainda menina
seguro meu coração
entre as mãos
muda e apreensiva...
NADIA LOPES [3:00 PM]
A verdade forte e suave na poesia do Everton: www.apesardoceu.wordpress.com
Esse meu desajeito
Para as coisas do peito
Aprendi a desconfiar
Antes de cada
Bater de asas
Não sei
Desabotoar as costelas
Só as calças
E ainda assim
Queria tanto me vestir
De ti
Esteja onde esteja
Quem quer que seja
Me receba
Com aquela velha frase
De que tudo se ajeita
Na beira daquele velho abismo
De que tudo é possível
Em um amor bonito
Everton Behenck
Por mais que um possibilidade de amor possa fazer rima, por mais que insistamos numa sensação de desamor ou de perdor como essa que também me fez poesia:
"a primeira vez que não me amaram
levaram a leveza que do amor me vinha
agora toda vez que me desamam
levam a capacidade de amar que eu tinha."..
(se tinha!)
pra AMAR só tem um jeito...desabotoar as costelas, abrir o peito...por mais dor e medo que isso possam gerar...
NADIA LOPES [3:44 PM]
Um miniconto de Leonardo, o máximo, confiram:...www.leonardobrasiliense.com.br
Possibilidades
Duas meninas numa janela fizeram tanta bolha de sabão que a rua ficou escorregadiça e vários automóveis colidiram. Foi aí que os pais do Joãozinho se conheceram: bateram de frente, sentindo aquele frio na barriga ao cruzar os olhares. Por um segundo, haviam encontrado o verdadeiro amor. Mas o egoísmo falou mais alto: acusaram-se um ao outro pelo acidente, xingaram-se, discutiram até na justiça. E cada um seguiu sua vida. Joãozinho foi apenas uma possibilidade
Publicada em 01/09/2008
NADIA LOPES [10:47 AM]
Do meu amigo Idésio, ganhei poesia-carinho de presente, e isso é uma deliciosidade:
"Alma clara. Transparência de filho em mea culpa.
Lupa mirada sobre os gostares nossos.
Voares de pombos arrulhando, adivinhando os vôos vossos.
Pão nosso de cada mês, ao invés da rotina dos dias.
A dociez dos olhos multicores de solteiros pores-de-sol.
Cotovia em arrebol a provocar Rouxinol faceiro.
Olhar cedido, de bandeja entregado.
Marias de Josés, com lábios depositados.
A ti, amiga minha, arrumo meus cômodos pra que adentres por minhas frestas e celas.
Pra que sejamos plenos, abro a ti minhas janelas.
Não tramo quimeras, pois o que é dito já me é feito.
E o que teus versos portam, é essa imensidão de prazeres segurados,
beijos por serem dados sob os gingares dos leitos."
Idésio Oliveira-Criciúma, 02.09.08
17:00
NADIA LOPES [10:10 AM]
De fraquezas & dores:
tenho ainda muito silêncio
e sonho desfeito
pra digerir
e transformar em matéria viva
a boca implora beijo
pra calar vontade e
a palavra que arde
urgência não dita
ficou esse vazio
coagulando o coração
olho manchado
de lágrima e descrença
asas alvoroçadas querendo voar
e se libertar do corpo preso
fica essa dor eternamente exposta
como quarto de filho morto
permanecendo intocável
na saudade do não havido
a esperança ri enluarada
e louca se enreda
nos desalinhos cretinos da vida
como a lua que gera estrelas
pra lembrar sempre do sol
como casa vazia
suplicando vida
eu quis aninhar no teu peito
mas calei... fragilidades
NADIA LOPES [9:19 PM]
Dos amigos:
Tem gente
que faz bem
pra alma
que ri
e traz a calma
gente
que dá conselho
e abre um sol bem
na nossa frente,
gente que nos ajuda
nesse processo
básico e difícil
de ser mais
GENTE
NADIA LOPES [11:12 AM]
Das primeiras impressões...
olhei e não gostei...
isso é "feio e desumano"
uma nádia bem educada
me recrimina:"onde já se viu
se apegar a primeiras impressões?"
a outra, discípula de Cazuza
(somos várias: atentas e exageradas)
me lembra um texto do Gaiarsa
que defende que na primeira impressão
quem funciona é o nosso bicho
que fareja, que rejeita,
que teme, enfrenta ou tende a fugir...
noutras horas, bato o olho e confio
sinto calor por dentro,um enlevo
gosto que me enrosco
a nádia bicho se aninha no meu colo, concordando...
como bichos domesticados
nos afastamos dessas verdades inquestionáveis...
primeiras impressões
como negar o.que nos bate no instinto?
NADIA LOPES [10:12 AM]
Das inspirações ...
..."Saborear o mundo que nos rodeia
com o prazer da descoberta
de um modo apaixonado e torto,
é encontrar o verso livre em você" (Poemas no ônibus- Carlos Pessoa Rosa)
NADIA LOPES [4:09 PM]
Do tamanho das pessoas...
" O tamanho varia conforme o grau de envolvimento.
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a parceria nos sentimentos e nas ações."
NADIA LOPES [10:59 AM]